Nesta página podem ver alguns dos trabalhos que tenho realizado nas artes plásticas. Os fósseis, animais, dinossauros são temas em que utilizo as técnicas de ilustr ação científica e que aqui podem descobrir. Mas também quadros com um cariz mais paisagístico, abstrato ou humanístico se encontram presentes.
Alguns estão à venda, se quiser dar uma volta às compras clique no último icon e e-mail-me para se efectuar a encomenda.

Nota:
Isto são trabalhos meus, isto é: que implicam trabalho.

trabalho = investimento em técnicas, materiais e tempo

trabalho que eu faço por gosto e com prazer, mas que não é sinónimo de que outros o possam usar à vontade. Direitos de autor existem, e servem, para que os outros compreendam que enquanto eu estou a produzir uma dada obra também preciso de comer, tenho a minha casa para amortizar e as contas para pagar. Por isso,

Here you can see some of my art works that I have been made.

Fossils, animals, dinosaurs it’s the subject where I use more scientific illustration techniques.
But you can find also a landscape pictures, abstract or with human body.

Some of the pictures you can buy! You only need to mail me.

Note:
This are my art work, it means, makes it gave lot of work.

Work = investments in techniques formation, materials and time;

work that I also do for pleasure, but that doesn’t mean that people can use it at ease. Copyrights (Author rights) exists and they allow you to understand that when I’m doing a art work I also need to eat, I have my house to pay the mortgage and the bills to pay, so:

 

© Todos estes trabalhos tem Copyrights ©

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Formação Académica :

Cadeira extra curricular de Métodos e Técnicas de Ilustração Biológica, ministrada pelos Dr. Fernando Correia e Dr. Nuno Farinha, na Universidade de Évora.
Assiste às aulas de escultura dos alunos de Artes Plásticas da Universidade de Évora, 1999.

Experiência Profissional :

• Diversos trabalhos, realizados e vendidos, a nível de ilustração científica na área da paleontologia e fauna actual.
Actual responsável pela ilustração de material fóssil e arqueológico do GEAL-Museu da Lourinhã.
Free-lancer como criativo na elaboração de logótipos, posters e cartazes para congressos.

Estágios :

Participa no programa NaturArte de ilustração científica, no GEAL - Museu da Lourinhã e no Parque Nacional Peneda-Gerês, Setembro 2001.
Estágio de um ano na ilustração de material fóssil e arqueológico no GEAL – Museu da Lourinhã. 2002/2003.

Acções de Formação :

Formação profissional em AutoCad, 161 horas, que decorreu nas Caldas da Rainha, de 8 de Março a 7 de Agosto de 2003.
Curso de Desenho Arqueológico de Campo, organizado pelo Centro Português de Geo-História e Pré-História, Maio e Junho de 2008.

Actividades :

Participa na exposição anual de membros da GNSI - Guild of Natural Science Illustrators em Évora, 2000.
Organiza e participa na exposição dos trabalhos dos alunos da cadeira de Métodos e Técnicas de Ilustração Biológica em Évora, 2000.
Ilustração conjunta com a empresa Gradientes e Texturas de um jogo para educação ambiental, na zona do Porto, 2000.
Execução de diversos posters de divulgação para congressos da Associação Portuguesa de Engenheiros Zootécnicos.
Organização de diversas edições do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros. CIID 2002, 2003, 2004 e 2005 (actual).
Convite para elaborar trabalhos para uma exposição de homenagem aos pintores concelhios Eduarda Lapa, Estêvão Soares e Mário Costa, conceituados nacionalmente. Centro Cultural da Lourinhã, Junho 2003.

Exposições :

Exposição individual de aguarelas no Palácio do Vimioso, Évora, em Dezembro de 1998.
Exposição dos trabalhos dos alunos da cadeira de Métodos e Técnicas de Ilustração Biológica em Évora, 2000.
Exposição anual de membros da GNSI - Guild of Natural Science Illustrators em Évora, 2000.
Exposição colectiva de homenagem aos pintores concelhios Eduarda Lapa, Estêvão Soares e Mário Costa, conceituados nacionalmente. Centro Cultural da Lourinhã, Junho 2003.
Exposição colectiva no Centro Cultural da Lourinhã enquadrada na acção promovida pela Câmara Municipal da Lourinhã “Pintar Lourinhã”. Junho de 2003.
Exposição colectiva no Vigia, Praia da Areia Branca, Outubro de 2003.
Exposição individual no Centro Cultural da Lourinhã enquadrada na acção promovida pela Câmara Municipal da Lourinhã “Pintar Lourinhã”. Março de 2004.
Exposição colectiva no Centro Cultural da Lourinhã enquadrada na acção promovida pela Câmara Municipal da Lourinhã “Pintar Lourinhã”. Julho de 2004.

 

Artigo: Ilustração Paleontológica

A ilustração paleontológica é considerada uma área da ilustração científica, podendo dividir-se em duas partes: desenho de fósseis, como ossos, dentes ou pegadas; e a representação de “formas de vida”, i.e., a reconstituição de como seria uma espécie se ainda hoje existisse, seja ela vegetal, como algumas árvores, ou animal, como os dinossauros, répteis, etc.
Qual é a vantagem da ilustração científica de fósseis?
Comparativamente com uma boa fotografia uma ilustração continua a fornecer informações mais claras, concisas e perceptíveis. É mais apropriada para publicações e reproduções, não perde definição, salienta o que é importante e corrige “imperfeições”. Dá também maior mobilidade ao conhecimento científico. Uma ilustração de um fémur de um metro e oitenta pode circular “levemente” dentro de um livro ou num segundo pela Internet, fazendo-se o estudo científico pela comparação de desenhos e formas. No caso de desenhos de “micro fósseis”, alguns têm menos de um milímetro de comprimento, são muito difíceis de estudar sem ser com instrumentos apropriados, são frágeis de manusear e com elevado risco de se perderem devido ao seu tamanho.
Em relação à representação em vida esta forma de desenho tem uma série de particularidades: os seus objectos de estudo estão extintos, no caso dos dinossauros há 60 milhões de anos; não existem testemunhos gráficos deles; e as suas características morfológicas espelham-se actualmente numa série de grupos de animais actuais, como as aves e os répteis. As ilustrações têm de obedecer: à mecânica do esqueleto ósseo e muscular; aos registos fósseis encontrados, dos próprios ossos ou dos icnofósseis, como pegadas e pele; seguir a lógica de adaptação ao meio ambiente envolvente na altura, para isso muito contribuem os estudos de palinologia (ver texto); e seguir as ideias de dados científicos actualizados.
Por exemplo: poderia um grande saurópode do Jurássico (um dinossauro de pescoço e cauda compridas) estar representado a comer num pasto de erva deixando grandes marcas das suas pegadas e da sua enorme cauda, enquanto um tiranossauro lhe prepara uma emboscada? Não! A erva é uma planta angiospérmica, que surgiu muito após o Jurássico. Nos trilhos fósseis deste grupo nunca foram encontradas marcas de caudas, o que permite dizer que eles não as arrastavam! Além disso, o tiranossauro também não é do Jurássico, este só apareceu muito mais tarde, no Cretácico, e já o saurópode seria fóssil quando os tiranossauros fariam caçadas. Além disso, os T. rex são dinossauros da América, não podendo ser encontrados com dinossauros de Portugal!
Quando um ilustrador faz uma representação de um animal estas questões tem de se colocar para que a representação seja lógica e não careça de rigor científico.

Cais nº 79, Setembro 2003

 

Nota: A Cais é uma revista de apoio aos sem abrigo que 70% do preço de capa é para o vendedor. O mês de Setembro foi inteiramente dedicado ao Museu da Lourinhã e eu, além deste artigo e do que escrevi sobre o Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros (ver CIID), tive também a terefa de organização editorial dentro do Museu.