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Após ter um blog, mesmo blog, onde normalmente se alojam os blogs, descobri que não era nada daquilo que eu queria! No entanto, a ideia de ter um espaço de "diário para divagações internéticas" continua-me a seduzir, por isso decidi fazer um meio termo.

Este espaço continua a ter a mesma filosofia de um blog, escrever coisas e permitir que haja comentários, só que estes, agora, tem de me ser dirigidos e não são imediatamente publicados na net sem passarem primeiro pelas minhas mãos. Se quiserem uma espécie de censura a alguns coitados que não tem mais prazeres na vida do que dizerem disparates. Quem necessitar de mais explicações pode pedir-mas pessoalmente e os vossos comentários podem enviá-los para qualquer dos meus e-mails (sem imagens, só texto)

Sexta-feira, 21 Abril 2006

Poetas Como Cães II

Pela segunda vez vai existir uma noite de Poesia no recinto de festas da Praia da Areia Branca. Poetas como cães, voltamo-nos a juntar para declamar poesia, às vezes nossa, na maioria de poetas bem mais competentes que nós.
Na véspera do 25 de Abril a noite tem o sub tema de Liberdade.
Noites livres a quem se quiser juntar a nós e ler poesia, ouvir poesia, ou simplesmente passar um bom bocado.

posted by cysnenegro

 

Segunda-feira, 17 Abril 2006

Breakfast on Pluto

Breakfast on Pluto, "pequeno almoço em Plutão", é um filme que se passa entre a Irlanda e o Reino Unido, entre Católicos e Protestantes, entre um transsexual e o resto da comunidade. De uma beleza magnífica, com uma fotografia espetacular, este filme vai-nos contando a história de "Kitten", orfão sem ser orfão, homem sem ser homem, à procura da mãe. Contando as suas aventuras na primeira pessoa, qual diário, nunca perde o seu sentido de humor sem evitar, no entanto, de relatar as tragédias que o envolvem.
Muito bom e o actor principal faz um papel espetacular. Definitivamente a ver!

posted by cysnenegro

Já fui ver, é lindo. Quand é q apareces por Lx?
Posted by Pedro, in 20 Abril 2006
Quinta-feira, 13 Abril, 2006

Llévame a casa


"Llévame a casa" é o título original do livro que li em Castelhano, de Libertad Morán, 2003. Era esse que uma amiga minha tinha e foi esse que eu li. O livro retrata a vivência de alguns casais homossexuais, masculinos e femininos, e as suas aventuras para sobreviverem em Madrid. Escrito de uma forma agradável e leve, tem humor mesmo quando fala de SIDA. Actual, focando principalmente a parte lésbica, parece-me um livro perfeito de descontração para se ler num fim de semana ou em férias. Gostei bastante.

posted by cysnenegro
Quarta-feira, 12 Abril, 2006

Travessa do Fala Só

Encontrei-me com ele
na outra tarde
onde, com aquele sorriso
facilmente me justificou
a procurarmos um cantinho
nas ruas da cidade.

Ele gostava de uma amiga minha
eu gostava do sorriso dele
ele falou-me do desgosto que tinha
eu…
preferi não lhe contar
o que preferia fazer com ele!

Subimos o Chiado
não andámos muito,
um bocado,
e sentámo-nos num degrau
de pedra gasta, polida:

Travessa do Fala Só.

Na Travessa do Fala Só
as paredes grafitadas
substituíram as outras
monocromaticamente pintadas

Aos cantos cresciam limos
castanhos
regados de mijos ali mijados
e cagalhões plantados
por homens já apertados

E porquê tal travessa?
tal (não muito, há que dizer) nauseabunda travessa?
Porque era aquela que nos dava mais liberdade
nos deixava mais à vontade.
Not very tipical
Porque we are not tipical

E porque tal travessa
tinha um degrau polido
(limpo)
num canto meio escondido
que parecia o cenário de uma peça.

E foi ali que falámos
enquanto eu fumava cigarrilha
e se enrolava dum saco
erva no meio de tabaco.

E falámos de música
de rock, de Élis Regina,
das namoradas que ele teve,
das mulheres que eu não tinha,
do Principezinho, do Papalagui,
do Fernão Capelo Gaivota,
do Velho que Lia Romances de Amor,
dos livros que ainda não li
dos contos do contos de Oscar Wild,
das virgulas do Saramago,
e a conversa foi-se desenrolando
enquanto se enrolava outro charro.

E depois…

Palavra puxa palavra
as conversas são como as cerejas
e na Travessa do Fala Só
eram servidas em bandejas

E não importa o local
mesmo no meio do emerdado
de poetas ou de cães
ali passámos um bom bocado.

O do sorriso teve de se ir
Tens o meu número? Eu tenho o teu. Depois mando-te uma mensagem!

Eu fui para o Metro
ele foi para a outra margem.

E assim ficou mais só
a Travessa do Fala Só
ficou de novo despovoada
cheia de merda no passeio
e mais beatas apagadas.


posted by cysnenegro
Segunda-feira, 03 Abril, 2006

Marisa Monte.

Uma amiga minha ofereceu-me o CD da Marisa Monte, com músicas espectaculares, nomeadamente “Meu Canário”, e “Três Letrinhas”! São lindas e agora não as paro de cantar! Pareço que engoli um gravador.

posted by cysnenegro

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