Quarta,
30 Janeiro 2008
Fanzine 39
Os próximos três
textos saíram na minha fanzine 39. São três
textos dispersos, escritos em diferentes momentos deste Inverno,
que eu, e amigos meus, achámos por bem compartilhar. Convite
Agridoce, História do Mandei Mandar, e Hipóteses de
Velhice.
posted by cysnenegro
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Domingo,
30 Dezembro 2007
Convite
agridoce
Volta e meia o meu pai diz: “E convida
o teu amigo também a cá vir comer!” Arrelio-me
logo: “Ele chama-se Pedro e não é meu amigo,
é meu namorado!”
Fico sempre com a sensação de um convite agridoce,
semi-envenenado para uma refeição. Se vejo no meu
pai o esforço de reconhecimento do Pedro, não lhe
vejo a aceitação dele como meu companheiro. Vejo sempre
a réstia de uma homofobia presente.
Nos olhos da minha mãe existe a súplica: “Não
podes deixar passar esta?”.
Eu fico a moer para com os meus botões, será que era
necessário? Porque me pico com tanta facilidade? Tinha mesmo
de responder assim? É-me tão penoso ser só
“amigo” para com o meu pai?
Penso sobre isto. Existem diversos espinhos na denominação
de “amigo”.
Primeiro: por princípio.
O Pedro é mais do que amigo, a minha relação
com ele, ou com qualquer outro namorado, vai além disso.
Mantê-la por aí é minimizarem-na.
Segundo: discriminação.
Uma relação de namoro gay não ser aceite mais
do que amizade é, já em si, uma discriminação
a outros tipos de relações.
Terceiro: por ser família.
Ser o meu pai a repisar o estatuto de “amigo” faz-me
relembrar quanto existe ainda de homofobia e preconceito. Porque
se este é um homem que á partida está do meu
lado, faz-me tomar consciência de como nas minhas (nossas)
hostes existem forças mais fracas.
Quarto: o exemplo.
Se quero dar o exemplo de alguma luta contra a homofobia que de
vez em quando tanto apregoo, começar por casa é sempre
uma forma de dar o exemplo.
Quinto: copo meio cheio vs. copo meio vazio.
Porque não ver o copo meio cheio em vez do copo meio vazio?
Porque quando se tem sede vê-se a água que é
necessária para colmatar a sede e não para se aguentar
mais uns minutos.
Não reconhecer desta forma a minha relação
quando se está bem até pode nem ser muito problemático,
mas persiste sempre a dúvida da aceitação da
minha relação para dias menos bons. Pai, quando eu
tiver um acidente e for parar ao hospital o Pedro, para me ver,
vai ser meu companheiro ou meu amigo? O pai quando vai ver a mãe
às urgências vai como amigo? Quando pede informações
ao médico pergunta como colega dela? Quando lhe leva roupa
vai como conhecido?
Não aceitar de que o Pedro, (seja Pedro,
António, Hugo ou outro qualquer) é mais do que meu
amigo é estar a negar-me ajuda numa altura em que eu mais
vou necessitar. Se eu não consigo fazer passar isso dentro
da minha própria família, se eu não luto por
isso dentro do meu próprio meio, com que autoridade posso
reivindicar isso para um mundo mais justo?
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Domingo,
2 Dezembro 2007
História
do Mandei Mandar
Quando chegou o dia em que tomei o poder eu queria mandar. Mandar,
mandar, mandar.
Para ter a certeza de que só eu é que mandava, mandei
os que mandavam ir dar uma volta e não voltarem. Claro que
não consegui mandar todos, haviam alguns que estavam escudados
no sistema, mas esses mandei-os para baixo, para longe, onde não
me incomodassem.
Depois mandei dizer, com grande pompa e circunstância, que
quem mandava era eu. Era preciso que toda a gente soubesse. Peguei
nalgumas coisas que os que mandavam antes tinham trabalhado, retoquei
e mandei mostrar o que eu tinha acabado de fazer. Extraordinário
trabalho. Fui muito aplaudido por ter feito tanto e tão bem
em tão pouco temo!
Depois mandei todos os que me igualavam todos um pouco mais para
baixo, no final, se era eu quem mandava não podia haver outros
ao mesmo nível do meu mandar, seria confuso.
Claro que há sempre quem esteja acima, mas com esses não
poderia fazer muito. Também não fazem grande sombra
e eu não quero passar sem eles, e isto demonstra como não
sou autoritário. Eles aceitam as minhas decisões e
dão-me total liberdade para actuar! O segredo é saber
escolher bem quem pode ficar acima, e eu escolhi de ante mão
muito bem.
Depois comecei de facto a avançar com todas as ideias que
tinha acumulado durante tanto tempo e que tantas vezes tinham sido
preteridas. Modéstia à parte, são ideias muito
boas, melhores que as ideias dos que mandavam anteriormente.
Infelizmente descobri que a maior parte não as conseguia
aplicar. Existiria algum boicote? Algumas os antigos opositores
das ideias, continuavam a opor-se! Será que não percebiam
que quem mandava tinha mudado? Isto agora era para se fazer! Não
viam isso? Mandei saber porque não conseguia concretizar
as minhas fantásticas ideias, e mandaram-me dizer que já
tinham dito aos que mandavam anteriormente que não eram exequíveis!
Como se atreviam! Não percebiam que quem mandava agora era
outro? Se as ideias eram minhas eram diferentes das dos anteriores!
Mandei-os calar!
Para evitar estas oposições, e porque já começava
a haver muito zum-zum, mandei fazer regras para regular. E para
meu desplante mandaram-me perguntar o porque daquelas regras. Mas
era preciso dar justificações? Não era lógico
que era para não haver um zum-zunar! Mandei responder: “Porque
quem manda decidiu!”, e sem direito a mais perguntas mandei-os
calar! Que insolência questionarem quem os manda trabalhar!
Depois comecei a ouvir vozinhas de que eu não estava a mandar
assim tão bem, que estava a mandar mal! Agora aqueles que
não mandei tão para longe estavam também a
zum-zunar? Era preciso um novo mandar, e mandei-os para o mais longe
que pude mandar.
Mas as vozes continuavam e eu não conseguia trabalhar, nem
tinha tempo para mandar o que queria mandar. Como se pode mandar
como deve ser assim?
Lembrei-me: Mandei que não lhes dessem ouvidos, que não
se ouvisse nada deles, nada, nada do que eles diziam, mas as orelhas
são independentes das vontades do meu mandar, e as vozes
continuavam-se a escutar.
Mandei novas regras e regulamentos e mandei os que mandam o que
eu mando com mandatos para os que eu mandava se fossem calar. Só
que os desgraçados dessa gentalha pediram para ver as regras
novas que eu tinha mandado executar. Mandei dizer que não
havia a necessidade de todas as regras ficarem escritas. Isto para
eu não me ter de chatear! Era só o que faltava agora
ter de me andar a justificar! Onde isto já chegou! Não
bastava o meu mandar?
Para cúmulo dos cúmulos, alguns dos que mandavam o
que eu mando mandar começaram também a chatear. Que
não percebiam todas as regras, que eram confusas, que nunca
sabiam qual o peso a aplicar do meu mandar e mandaram-me dizer que
com tanta mandação não havia um rumo para os
guiar.
Mas qual rumo qual carapuça. Tem que mandar o que eu mando
e não me mandem chatear. Se sou eu a mandar para que é
que tem de estar a questionar?
A verdade é que o meu mandato de mandação já
me está a cansar, e ainda por cima não estou a conseguir
mandar fazer metade do que eu queria mandar.
(… continua, mas ainda não sei como!)
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by cysnenegro
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Domingo,
16 Dezembro, 2007
Durante a governação de António
Guterres fui convidado por uma Secção do Ministério
da Igualdade na elaboração de um relatório
sobre o envelhecer numa minoria baseada na orientação
sexual. Claro que não fui só eu o convidado, éramos
quatro ou cinco dirigentes associativos. Bem, aquilo nunca deu frutos
porque o governo de Guterres caiu e nunca mais houve um ministério
que se abordasse sobre o assunto.
Mas a ideia de como seria envelhecer sendo gay foi uma coisa que
começou a germinar na minha cabeça, e, apesar de não
ser algo que me ocupa muito das minhas cogitações,
é algo que volta e meia volta ao meu pensamento.
Esta fanzine vem um pouco nesse sentido. Envelhecer dentro duma
orientação sexual assumida durante a vida!
Hipóteses
Não chegar lá!
Entretanto morri num acidente de viação por causa
de uma street racing da qual eu não tinha nada a haver!
Lar!
Os meus filhos convenceram-me a ir para um lar porque não
confiavam em eu ficar sozinho em casa. Esquecia-me das coisas, mal
me lavava, trocava o açúcar pelo sal e não
cuidava da minha alimentação. Principalmente depois
da morte do meu companheiro de uma vida.
O oposto!
O companheiro de uma vida era eu e morri primeiro! Os nossos filhos
puseram o outro pai no lar pelos motivos anteriores.
Morrer sozinho em casa!
Não consegui ter filhos, de forma que vivi os últimos
anos amargurado com a vida. Como a minha reforma não dava
para pagar um lar acabei por morrer em casa, no meio do campo, quando
um dia tropecei no fio da algália ao descer as escadas. Deu-se
pela minha morte porque começou a haver um cheiro pútrido
há já umas semanas.
Discriminado no lar.
Consegui ter dinheiro para na velhice ficar numa casa de repouso.
Como o estado nunca reconheceu a minha orientação
sexual como igualitária, a responsável pelo lar também
não me deixa receber visitas privadas de amigos manifestamente
gays. Como também não tenho descendência a controlar
o lar para ver as minhas condições, estas são
sempre secundárias em relação a outros idosos.
Morro anónimo com o rabo assado porque há dois dias
que não me mudam a fralda!
Catastrofista
Quando a vida melhorou um pouco, eu e o meu companheiro compramos
uma casa no Alto Alentejo e vivemos durante anos do Turismo de Habitação.
Fugimos do litoral. Com a costa de Portugal, mais populacional,
e ter sido engolida pelo aumento do nível do mar, houve um
êxodo para o interior, a fome e guerra civil mundial grassam
pela falta de falta de recursos. A quinta que tínhamos comprado
é ocupada por população que nos expulsa e executa
por sermos franjas da sociedade, e além disso parasitas e
inúteis pois não deixámos descendência.
Utópico
O mundo não acabou, ou pelo menos não tanto como se
prevê, a sociedade evolui e os primeiros activistas dos direitos
gays e lésbicos são reconhecidos e homenageados (deve
ser, deve!). O meu trabalho levou-me a arrecadar um considerável
pé de meia e nos meus 70 anos sou considerado uma bicha rica,
feliz e avarenta. Deixo em testamento parte do dinheiro ao lar se
este me tratar condignamente e feliz! Morro no lar mas de fralda
limpa!
Epidémico
Por muitos esforços que tenha feito não consegui deixar
de ser infectado pelo HIV. Se não for pelo HIV foi por outro
semelhante e bastante mais vulgar, tipo hepatite, etc. Morro na
cama do hospital. Com o meu companheiro ao lado ou não dependente
de como os serviços hospitalares interpretam a minha relação
de décadas com ele. Se equivalente à matrimonial,
se uma perversão dos valores do casamento.
Genocídio
No seguimento da visão catastrofista, a falta de água,
mantimentos e espaço conduzem à tal guerra civil mundial.
As fracções políticas que defendem expulsão
de imigrantes e eliminação de minorias “inúteis”
à sociedade, que não se coadunam com as ideias e tem
taxas de reprodução mais baixas, ou seja, os partidos
de extrema direita e neonazis, começam a ter mais representatividade
e imunidade a uns quantos actos de ódio. Todos os ex activistas
gays e lésbicos que já estão mais velhos e
tem dificuldade em se protegerem, vem a morrer por acidentes e assaltos
suspeitos. Claro que nunca se virá a descobrir os autores
dos crimes.
Doentio
Como a maioria da população os idosos caem quase todos
por cancro ou vítimas de complicações da doença.
O sistema de saúde esta fragilizado por metade da população
não ser activa. Mesmo os cuidados básicos e imediatos
são privados, e doenças prolongadas e terminais, sem
familiares que suportem as estadias nos hospitais não dão
lucro. Decido morrer em casa à velha maneira antiga. Entre
dores agonizantes, morro um dia no meio do nada!
A hipótese de um cheiro pútrido a vaguear a casa durante
umas semana volta a ser credível.
PPR e Seguros
O meu plano poupança reforma, abrangia o meu companheiro
e vice-versa. Após a morte de um, o banco começa a
criar entraves à pensão do outro. A legalidade da
relação e a incapacidade de lutarmos judicialmente
contra a máquina capitalista só irá tornar
mais difícil a viuvez do que fica.
As seguradoras fazem a mesma fita.
A falta de legislação e regulamentação
eficaz e aplicada em tempo de vida torna as multinacionais praticamente
imunes a qualquer acção.
Premiado
Tudo isto não se aplica porque ganhei o Euromilhões
e fico tão rico que morro num caixão de prata. Não
é de ouro por causa dos abutres todos que esfregam as mãos
com a minha morte!!
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Sábado,
01 de Dezembro, 2007
Fanzine
38
E cá vai mais uma fanzine, pelo Natal,
ou pelo Inverno…
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Sexta,
21 Setembro 2007
Um de Novembro
Este ano faz dez anos sobre a minha cerimónia
de Queima das Fitas e quinze anos de entrada na Universidade.
Infelizmente um colega meu morreu num acidente de viação.
A minha turma encontrou-se no nosso almoço tradicional e
a presença do Ricardo estava nos olhos do filho, tal e qual
os do pai.
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Sexta,
02 Novembro, 2007 Namoro
no Berardo
Ontem fui ao CCB ver a colecção
Berardo, algo que aconselho que façam pois vale a pena,
principalmente se forem numa visita guiada, e até ao
fim do ano é à borla.
Da primeira vez que fui tinha achado piada aos sinais do que
era permitido e não permitido fazer, e uma das premissas
positivas era “sorrir” e “namorar”.
Enquanto via a colecção vi duas jovens adultas,
com os seus vinte e poucos anos, a verem calmamente a exposição
de mãos dadas, e não pareciam mãos dadas
como primas ou simples amigas. E desliguei-me um pouco da
exposição contemplando-as.
Quando comecei a fazer associativismo LGBT, a dar a cara na
imprensa, perguntava-me muitas vezes a quem é que eu
estava a fazer bem? Não estaria só a prejudicar-me
a mim próprio com a exposição da minha
imagem? A sacrificar a minha vida pessoal? Felizmente a minha
vida pessoal já me deu muitos feed-backs positivos,
já me provou, e continua a provar, que este desgaste
a que se continua sujeito vale para alguma coisa. Através
de pessoas que me parabenizam na rua, pedidos de ajuda, amigos
cuja relação familiar ajudei porque os pais
começaram a tomar em mim um exemplo positivo de homossexualidade,
etc.
Ontem no CCB, quando vejo um jovem casal lésbico de
mãos dadas, fico a pensar quanto há de mim naquele
gesto de carinho? Há anos atrás era um gesto
muito mais raro de se ver. Hoje, a banalização
do gesto, mesmo nalguns jovens masculinos que trocam carícias
ocasionais (fortuitas?), deve-se também ao trabalho
associativo e de exposição de alguns de nós,
e por isso, considero que uma ínfima parte do meu trabalho
se reflecte naquele gesto. Uma parte insignificante, é
claro, mas mesmo assim, uma parte.
Por isso, quando penso em novas famílias lésbicas,
gays e etc, penso que vale a pena continuar a dar uma parte
de nós e vermos nelas um reflexo do nosso trabalho
e do trabalho do Clube Safo.
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cysnenegro
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Novembro,
2007
O
Gecko
Como quem diz: A Osga!
Ora
o meu irmão também teve uma espécie de
férias, mas em trabalho. Foi para a Mongólia
escavar dinossauros e como em todas as expedições
acontecem uma série de peripécias.
Mas isso deixo para ele contar um dia nas suas memórias.
De qualquer forma ele trouxe-me uma lembrança, um gecko
Cyrtopodion elongatus, que trouxe
num cantil.
Um Gecko é uma espécie de osga, e descobri que
inclusivamente há fóruns sobre geckos na net.
Estes não são peçonhentas, viscosos,
venenosos, horrorosos ou perigosos.
Mas voltando ao Gecko em questão: o Cyrtopodion elongatus
é uma espécie rara dentro dos circuitos dos
pet shops e não existe informações sobre
eles. Quer dizer, também estou a ser mauzinho, existem
informações, mas são em Chinês
e em Russo, eu é que sempre me dei mal com essas línguas!
Agora tenho um gecko e não sei o que é que ele
come, de que sexo é, qual a temperatura a que come,
que radiações tem de ter (lâmpadas UV,
IF ou normais), a temperatura do meio ambiente, ciclos circadianos,
humidade, etc!
Já lhe dei grilos enlatados, milípodes “Maria-café”,
bichos da conta, moscas, traças, besouros, percevejos
e até formigas do campo. Com as últimas a osga
primeiro aproximou-se com curiosidade e depois fugiu! Será
que tenho a primeira osga Vegan?
Amanhã o meu irmão vai para os States! Só
espero que não me traga um caimão da América
que só coma peixes de lá!!
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| Terça-feira,
20 Novembro 2007
Salamandra de Costelas Salientes
Nas
primeiras chuvas de Novembro, quando estava a ir para o trabalho,
vejo a passar, calmamente, em frente ao carro uma lagartixa esquisita.
Mas era tão esquisita que tive de parar o carro para ver
de facto o que era! Senti-me um burro! Nunca tinha visto aquele
animal, nem nos guias de animais. Claro que o meu irmão olhou
para as fotos e antes do nome comum já me estava a dizer
o nome científico! Sensação de burro II! Pleurodeles
walti, Salamandra de Costelas Salientes. Bem fixe, não
é?
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Novembro
2007
Alessandra
Durante o Outono tive em casa uma hóspede.
A Alessandra. Uma brasileira que estava cá a fazer estágio
no Museu. Já foi, e deixou muitas saudades.
Alessandra, obrigado pelos recados das pipocas, pelos cinemas que
vimos, pela companhia, pela comida brasileira, pela decoração
violeta na casa de banho.
Foste super bacana!
Espero que tudo no resto da tua vida te corra pelo melhor.
A foto foi tirada em Óbidos. Se quiserem impressionar alguém,
Óbidos é sempre uma solução fácil.
Lembro-me que neste dia fizemos uma viagem no tempo de 800 anos
para trás, depois 2000 e depois 20 000 anos.
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posted by cysnenegro |
Terça-feira,
1 Novembro 2007 Frio,
chuva, onde andam?
E está de volta o Inverno, embora não
pareça! Será que continuo no Verão?
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