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Após ter um blog, mesmo blog, onde normalmente se alojam os blogs, descobri que não era nada daquilo que eu queria! No entanto, a ideia de ter um espaço para divagações internéticas continua-me a seduzir, por isso decidi fazer um meio termo.

Este espaço continua a ter a mesma filosofia de um blog, escrever coisas e permitir que haja comentários, só que estes, agora, tem de me ser dirigidos e não são imediatamente publicados na net sem passarem primeiro pelas minhas mãos. Se quiserem uma espécie de censura a alguns coitados que não tem mais prazeres na vida do que dizerem disparates. Quem necessitar de mais explicações pode pedir-mas pessoalmente e os vossos comentários podem enviá-los para qualquer dos meus e-mails (sem imagens, só texto)

2010

Gill Family

No feriado de 3 de Junho uma simpática família de Watford, junto a Londres, veio ver o museu. Esta notícia não seria nada de especial se não fosse o caso de terem decidido visitar Portugal pelo Museu da Lourinhã. Durante a altura em que andavam a imaginar para que sítio iriam de férias este ano – seria América? Ásia? – viram o documentário “A Balada de Big Al” da série de BBC “Walking With Dinosaurs” onde o Octávio falava sobre o ninho de Lourinhanosaurus. Ficou decidido: Lourinhã seria o destino de férias! Mas para a aventura ser maior decidiram vir de comboio onde passaram por Paris (para dizer adeus à Mona Lisa) e Madrid. Em Lisboa foram a Alfama e a Belém e tiveram ainda um dia para ir ver as pegadas do Pedreira do Galinha, junto a Fátima. O último dia foi mesmo para vir ao Museu da Lourinhã.
Aí tiveram a oportunidade de conhecer em pessoa o Octávio e saber um pouco da descoberta dos ovos de Lourinhanosaurus, ver o laboratório e deixar a seguinte impressão no museu!
Muito obrigado família Gill


 


2009

Visita a Mação

Fomos ver o Museu de Mação numa visita de extudo de Design Expositivo. Adorei a ideia de uma sala escura onde se tem de tactear peças arqueológicas.
A visita à tarde teve uma vista espetacular. de facto o nosso país é pequeno!

Segunda, 29 Março 2009


Fanzine 47

Fanzine 47, meio estúpida, como todas as outras, muito inventada, e sem tempo para nada, mas uma fanzine.

Domingo, 22 Março 2009

 


Exposição Allosaurus

Fui à exposição do allosaurus no Museu de História Natural de Lisboa. Pareceu-me bem, mas se me dessem aqueles dinossauros tinha feito a exposição de uma forma completamente diferente.
Essencial era outra sala, assim como o Museu da Lourinhã, o MHNL precisa de outros espaços e de algumas obras que o dignifiquem.

Quarta, 18 Março 2009

 


Visita a Badajoz


Na Visita a Badajoz a minha turma foi ao cemitério de San Juan, um dos locais ícones, onde se deram fuzilamentos durante a Guerra Civil Espanhola. A visita marcou-me imenso nomeadamente por aparecerem testemunhas vivas dos acontecimentos, que viram os seus pais a serem fuzilados naquele mesmo sítio e cujos seus corpos estão na vala comum do interior do cemitério.
Lá dentro fomos proibídos de tirar fotos.

Sábado, 28 Janeiro 2009

 


2009

2009, bem, 2008 foi um ano cheio de trabalho, e 2009 não promete ser mais brando.
A principal diferença é que estou a fazer um Mestrado em Museologia: Conteúdos Expositivos que não me deixa tempo para nada, por isso estes posts estarem cada vez mais raros e diluidos no tempo.
Os proximos vão ter muitas coisas sobre museus, a ver se aproveito o que produzo para algo, nem que seja para encher web.

Entretanto apresento-vos a minha Okeetee. Não é bonita? É uma cobra do milho! Na direita está a comer um pequeno pinkie, um ratinho congelado que se compra nalgumas lojas de animais especializadas.

 


Fanzine 39

Os próximos três textos saíram na minha fanzine 39. São três textos dispersos, escritos em diferentes momentos deste Inverno, que eu, e amigos meus, achámos por bem compartilhar. Convite Agridoce, História do Mandei Mandar, e Hipóteses de Velhice.

Quarta, 30 Janeiro 2008

 


2007

Convite agridoce

Volta e meia o meu pai diz: “E convida o teu amigo também a cá vir comer!” Arrelio-me logo: “Ele chama-se Pedro e não é meu amigo, é meu namorado!”
Fico sempre com a sensação de um convite agridoce, semi-envenenado para uma refeição. Se vejo no meu pai o esforço de reconhecimento do Pedro, não lhe vejo a aceitação dele como meu companheiro. Vejo sempre a réstia de uma homofobia presente.
Nos olhos da minha mãe existe a súplica: “Não podes deixar passar esta?”.
Eu fico a moer para com os meus botões, será que era necessário? Porque me pico com tanta facilidade? Tinha mesmo de responder assim? É-me tão penoso ser só “amigo” para com o meu pai?
Penso sobre isto. Existem diversos espinhos na denominação de “amigo”.
Primeiro: por princípio.
O Pedro é mais do que amigo, a minha relação com ele, ou com qualquer outro namorado, vai além disso. Mantê-la por aí é minimizarem-na.
Segundo: discriminação.
Uma relação de namoro gay não ser aceite mais do que amizade é, já em si, uma discriminação a outros tipos de relações.
Terceiro: por ser família.
Ser o meu pai a repisar o estatuto de “amigo” faz-me relembrar quanto existe ainda de homofobia e preconceito. Porque se este é um homem que á partida está do meu lado, faz-me tomar consciência de como nas minhas (nossas) hostes existem forças mais fracas.
Quarto: o exemplo.
Se quero dar o exemplo de alguma luta contra a homofobia que de vez em quando tanto apregoo, começar por casa é sempre uma forma de dar o exemplo.
Quinto: copo meio cheio vs. copo meio vazio.
Porque não ver o copo meio cheio em vez do copo meio vazio? Porque quando se tem sede vê-se a água que é necessária para colmatar a sede e não para se aguentar mais uns minutos.
Não reconhecer desta forma a minha relação quando se está bem até pode nem ser muito problemático, mas persiste sempre a dúvida da aceitação da minha relação para dias menos bons. Pai, quando eu tiver um acidente e for parar ao hospital o Pedro, para me ver, vai ser meu companheiro ou meu amigo? O pai quando vai ver a mãe às urgências vai como amigo? Quando pede informações ao médico pergunta como colega dela? Quando lhe leva roupa vai como conhecido?

Não aceitar de que o Pedro, (seja Pedro, António, Hugo ou outro qualquer) é mais do que meu amigo é estar a negar-me ajuda numa altura em que eu mais vou necessitar. Se eu não consigo fazer passar isso dentro da minha própria família, se eu não luto por isso dentro do meu próprio meio, com que autoridade posso reivindicar isso para um mundo mais justo?

Domingo, 30 Dezembro 2007


História do Mandei Mandar

Quando chegou o dia em que tomei o poder eu queria mandar. Mandar, mandar, mandar.
Para ter a certeza de que só eu é que mandava, mandei os que mandavam ir dar uma volta e não voltarem. Claro que não consegui mandar todos, haviam alguns que estavam escudados no sistema, mas esses mandei-os para baixo, para longe, onde não me incomodassem.
Depois mandei dizer, com grande pompa e circunstância, que quem mandava era eu. Era preciso que toda a gente soubesse. Peguei nalgumas coisas que os que mandavam antes tinham trabalhado, retoquei e mandei mostrar o que eu tinha acabado de fazer. Extraordinário trabalho. Fui muito aplaudido por ter feito tanto e tão bem em tão pouco temo!
Depois mandei todos os que me igualavam todos um pouco mais para baixo, no final, se era eu quem mandava não podia haver outros ao mesmo nível do meu mandar, seria confuso.
Claro que há sempre quem esteja acima, mas com esses não poderia fazer muito. Também não fazem grande sombra e eu não quero passar sem eles, e isto demonstra como não sou autoritário. Eles aceitam as minhas decisões e dão-me total liberdade para actuar! O segredo é saber escolher bem quem pode ficar acima, e eu escolhi de ante mão muito bem.
Depois comecei de facto a avançar com todas as ideias que tinha acumulado durante tanto tempo e que tantas vezes tinham sido preteridas. Modéstia à parte, são ideias muito boas, melhores que as ideias dos que mandavam anteriormente.
Infelizmente descobri que a maior parte não as conseguia aplicar. Existiria algum boicote? Algumas os antigos opositores das ideias, continuavam a opor-se! Será que não percebiam que quem mandava tinha mudado? Isto agora era para se fazer! Não viam isso? Mandei saber porque não conseguia concretizar as minhas fantásticas ideias, e mandaram-me dizer que já tinham dito aos que mandavam anteriormente que não eram exequíveis! Como se atreviam! Não percebiam que quem mandava agora era outro? Se as ideias eram minhas eram diferentes das dos anteriores! Mandei-os calar!
Para evitar estas oposições, e porque já começava a haver muito zum-zum, mandei fazer regras para regular. E para meu desplante mandaram-me perguntar o porque daquelas regras. Mas era preciso dar justificações? Não era lógico que era para não haver um zum-zunar! Mandei responder: “Porque quem manda decidiu!”, e sem direito a mais perguntas mandei-os calar! Que insolência questionarem quem os manda trabalhar!
Depois comecei a ouvir vozinhas de que eu não estava a mandar assim tão bem, que estava a mandar mal! Agora aqueles que não mandei tão para longe estavam também a zum-zunar? Era preciso um novo mandar, e mandei-os para o mais longe que pude mandar.
Mas as vozes continuavam e eu não conseguia trabalhar, nem tinha tempo para mandar o que queria mandar. Como se pode mandar como deve ser assim?
Lembrei-me: Mandei que não lhes dessem ouvidos, que não se ouvisse nada deles, nada, nada do que eles diziam, mas as orelhas são independentes das vontades do meu mandar, e as vozes continuavam-se a escutar.
Mandei novas regras e regulamentos e mandei os que mandam o que eu mando com mandatos para os que eu mandava se fossem calar. Só que os desgraçados dessa gentalha pediram para ver as regras novas que eu tinha mandado executar. Mandei dizer que não havia a necessidade de todas as regras ficarem escritas. Isto para eu não me ter de chatear! Era só o que faltava agora ter de me andar a justificar! Onde isto já chegou! Não bastava o meu mandar?
Para cúmulo dos cúmulos, alguns dos que mandavam o que eu mando mandar começaram também a chatear. Que não percebiam todas as regras, que eram confusas, que nunca sabiam qual o peso a aplicar do meu mandar e mandaram-me dizer que com tanta mandação não havia um rumo para os guiar.
Mas qual rumo qual carapuça. Tem que mandar o que eu mando e não me mandem chatear. Se sou eu a mandar para que é que tem de estar a questionar?
A verdade é que o meu mandato de mandação já me está a cansar, e ainda por cima não estou a conseguir mandar fazer metade do que eu queria mandar.

(… continua, mas ainda não sei como!)

Domingo, 2 Dezembro 2007

Durante a governação de António Guterres fui convidado por uma Secção do Ministério da Igualdade na elaboração de um relatório sobre o envelhecer numa minoria baseada na orientação sexual. Claro que não fui só eu o convidado, éramos quatro ou cinco dirigentes associativos. Bem, aquilo nunca deu frutos porque o governo de Guterres caiu e nunca mais houve um ministério que se abordasse sobre o assunto.
Mas a ideia de como seria envelhecer sendo gay foi uma coisa que começou a germinar na minha cabeça, e, apesar de não ser algo que me ocupa muito das minhas cogitações, é algo que volta e meia volta ao meu pensamento.
Esta fanzine vem um pouco nesse sentido. Envelhecer dentro duma orientação sexual assumida durante a vida!

Hipóteses

Não chegar lá!
Entretanto morri num acidente de viação por causa de uma street racing da qual eu não tinha nada a haver!

Lar!
Os meus filhos convenceram-me a ir para um lar porque não confiavam em eu ficar sozinho em casa. Esquecia-me das coisas, mal me lavava, trocava o açúcar pelo sal e não cuidava da minha alimentação. Principalmente depois da morte do meu companheiro de uma vida.

O oposto!
O companheiro de uma vida era eu e morri primeiro! Os nossos filhos puseram o outro pai no lar pelos motivos anteriores.

Morrer sozinho em casa!
Não consegui ter filhos, de forma que vivi os últimos anos amargurado com a vida. Como a minha reforma não dava para pagar um lar acabei por morrer em casa, no meio do campo, quando um dia tropecei no fio da algália ao descer as escadas. Deu-se pela minha morte porque começou a haver um cheiro pútrido há já umas semanas.

Discriminado no lar.
Consegui ter dinheiro para na velhice ficar numa casa de repouso. Como o estado nunca reconheceu a minha orientação sexual como igualitária, a responsável pelo lar também não me deixa receber visitas privadas de amigos manifestamente gays. Como também não tenho descendência a controlar o lar para ver as minhas condições, estas são sempre secundárias em relação a outros idosos. Morro anónimo com o rabo assado porque há dois dias que não me mudam a fralda!

Catastrofista
Quando a vida melhorou um pouco, eu e o meu companheiro compramos uma casa no Alto Alentejo e vivemos durante anos do Turismo de Habitação. Fugimos do litoral. Com a costa de Portugal, mais populacional, e ter sido engolida pelo aumento do nível do mar, houve um êxodo para o interior, a fome e guerra civil mundial grassam pela falta de falta de recursos. A quinta que tínhamos comprado é ocupada por população que nos expulsa e executa por sermos franjas da sociedade, e além disso parasitas e inúteis pois não deixámos descendência.

Utópico
O mundo não acabou, ou pelo menos não tanto como se prevê, a sociedade evolui e os primeiros activistas dos direitos gays e lésbicos são reconhecidos e homenageados (deve ser, deve!). O meu trabalho levou-me a arrecadar um considerável pé de meia e nos meus 70 anos sou considerado uma bicha rica, feliz e avarenta. Deixo em testamento parte do dinheiro ao lar se este me tratar condignamente e feliz! Morro no lar mas de fralda limpa!

Epidémico
Por muitos esforços que tenha feito não consegui deixar de ser infectado pelo HIV. Se não for pelo HIV foi por outro semelhante e bastante mais vulgar, tipo hepatite, etc. Morro na cama do hospital. Com o meu companheiro ao lado ou não dependente de como os serviços hospitalares interpretam a minha relação de décadas com ele. Se equivalente à matrimonial, se uma perversão dos valores do casamento.

Genocídio
No seguimento da visão catastrofista, a falta de água, mantimentos e espaço conduzem à tal guerra civil mundial. As fracções políticas que defendem expulsão de imigrantes e eliminação de minorias “inúteis” à sociedade, que não se coadunam com as ideias e tem taxas de reprodução mais baixas, ou seja, os partidos de extrema direita e neonazis, começam a ter mais representatividade e imunidade a uns quantos actos de ódio. Todos os ex activistas gays e lésbicos que já estão mais velhos e tem dificuldade em se protegerem, vem a morrer por acidentes e assaltos suspeitos. Claro que nunca se virá a descobrir os autores dos crimes.

Doentio
Como a maioria da população os idosos caem quase todos por cancro ou vítimas de complicações da doença. O sistema de saúde esta fragilizado por metade da população não ser activa. Mesmo os cuidados básicos e imediatos são privados, e doenças prolongadas e terminais, sem familiares que suportem as estadias nos hospitais não dão lucro. Decido morrer em casa à velha maneira antiga. Entre dores agonizantes, morro um dia no meio do nada!
A hipótese de um cheiro pútrido a vaguear a casa durante umas semana volta a ser credível.

PPR e Seguros
O meu plano poupança reforma, abrangia o meu companheiro e vice-versa. Após a morte de um, o banco começa a criar entraves à pensão do outro. A legalidade da relação e a incapacidade de lutarmos judicialmente contra a máquina capitalista só irá tornar mais difícil a viuvez do que fica.
As seguradoras fazem a mesma fita.
A falta de legislação e regulamentação eficaz e aplicada em tempo de vida torna as multinacionais praticamente imunes a qualquer acção.

Premiado
Tudo isto não se aplica porque ganhei o Euromilhões e fico tão rico que morro num caixão de prata. Não é de ouro por causa dos abutres todos que esfregam as mãos com a minha morte!!

Domingo, 16 Dezembro, 2007


Fanzine 38

E cá vai mais uma fanzine, pelo Natal, ou pelo Inverno…

Sábado, 01 de Dezembro, 2007

 


Namoro no Berardo

Ontem fui ao CCB ver a colecção Berardo, algo que aconselho que façam pois vale a pena, principalmente se forem numa visita guiada, e até ao fim do ano é à borla.
Da primeira vez que fui tinha achado piada aos sinais do que era permitido e não permitido fazer, e uma das premissas positivas era “sorrir” e “namorar”.
Enquanto via a colecção vi duas jovens adultas, com os seus vinte e poucos anos, a verem calmamente a exposição de mãos dadas, e não pareciam mãos dadas como primas ou simples amigas. E desliguei-me um pouco da exposição contemplando-as.
Quando comecei a fazer associativismo LGBT, a dar a cara na imprensa, perguntava-me muitas vezes a quem é que eu estava a fazer bem? Não estaria só a prejudicar-me a mim próprio com a exposição da minha imagem? A sacrificar a minha vida pessoal? Felizmente a minha vida pessoal já me deu muitos feed-backs positivos, já me provou, e continua a provar, que este desgaste a que se continua sujeito vale para alguma coisa. Através de pessoas que me parabenizam na rua, pedidos de ajuda, amigos cuja relação familiar ajudei porque os pais começaram a tomar em mim um exemplo positivo de homossexualidade, etc.
Ontem no CCB, quando vejo um jovem casal lésbico de mãos dadas, fico a pensar quanto há de mim naquele gesto de carinho? Há anos atrás era um gesto muito mais raro de se ver. Hoje, a banalização do gesto, mesmo nalguns jovens masculinos que trocam carícias ocasionais (fortuitas?), deve-se também ao trabalho associativo e de exposição de alguns de nós, e por isso, considero que uma ínfima parte do meu trabalho se reflecte naquele gesto. Uma parte insignificante, é claro, mas mesmo assim, uma parte.
Por isso, quando penso em novas famílias lésbicas, gays e etc, penso que vale a pena continuar a dar uma parte de nós e vermos nelas um reflexo do nosso trabalho e do trabalho do Clube Safo.

Sexta, 02 Novembro, 2007


O Gecko
Como quem diz: A Osga!

Ora o meu irmão também teve uma espécie de férias, mas em trabalho. Foi para a Mongólia escavar dinossauros e como em todas as expedições acontecem uma série de peripécias. Mas isso deixo para ele contar um dia nas suas memórias. De qualquer forma ele trouxe-me uma lembrança, um gecko Cyrtopodion elongatus, que trouxe num cantil.
Um Gecko é uma espécie de osga, e descobri que inclusivamente há fóruns sobre geckos na net. Estes não são peçonhentas, visc
osos, venenosos, horrorosos ou perigosos.
Mas voltando ao Gecko em questão: o Cyrtopodion elongatus é uma espécie rara dentro dos circuitos dos pet shops e não existe informações sobre eles. Quer dizer, também estou a ser mauzinho, existem informações, mas são em Chinês e em Russo, eu é que sempre me dei mal com essas línguas!
Agora tenho um gecko e não sei o que é que ele come, de que sexo é, qual a temperatura a que come, que radiações tem de ter (lâmpadas UV, IF ou normais), a temperatura do meio ambiente, ciclos circadianos, humidade, etc!
Já lhe dei grilos enlatados, milípodes “Maria-café”, bichos da conta, moscas, traças, besouros, percevejos e até formigas do campo. Com as últimas a osga primeiro aproximou-se com curiosidade e depois fugiu! Será que tenho a primeira osga Vegan?
Amanhã o meu irmão vai para os States! Só espero que não me traga um caimão da América que só coma peixes de lá!!

Novembro, 2007

 


Salamandra de Costelas Salientes

Nas primeiras chuvas de Novembro, quando estava a ir para o trabalho, vejo a passar, calmamente, em frente ao carro uma lagartixa esquisita. Mas era tão esquisita que tive de parar o carro para ver de facto o que era! Senti-me um burro! Nunca tinha visto aquele animal, nem nos guias de animais. Claro que o meu irmão olhou para as fotos e antes do nome comum já me estava a dizer o nome científico! Sensação de burro II! Pleurodeles walti, Salamandra de Costelas Salientes. Bem fixe, não é?

Terça-feira, 20 Novembro 2007

 


Alessandra

Durante o Outono tive em casa uma hóspede. A Alessandra. Uma brasileira que estava cá a fazer estágio no Museu. Já foi, e deixou muitas saudades.
Alessandra, obrigado pelos recados das pipocas, pelos cinemas que vimos, pela companhia, pela comida brasileira, pela decoração violeta na casa de banho.
Foste super bacana!
Espero que tudo no resto da tua vida te corra pelo melhor.
A foto foi tirada em Óbidos. Se quiserem impressionar alguém, Óbidos é sempre uma solução fácil.
Lembro-me que neste dia fizemos uma viagem no tempo de 800 anos para trás, depois 2000 e depois 20 000 anos.

Novembro 2007


Cobras III

Eu sei que a maioria dos meus leitores* detesta estes animaizinhos, mas cá vai uma cobra de ferradura, Coluber hippocrepis, que estava no meu jardim.

* Nota: Parte-se do pressuposto que alguém lê isto!! LOL
Segunda Nota: O meu companheiro também detesta cobras!

Segunda, 01 Outubro, 2007


Víbora Cornuda

Durante as férias no Gerês fui fazer alguns percursos pedestres onde passei por paisagens fantásticas e estradas romanas inalteradas. Numa das manhãs em que estávamos a andar à duas horas vi uma Víbora Cornuda, mesmo uma Víbora Cornuda, praticamente a única espécie de víboras mortais ao homem que existem em Portugal! (praticamente só no Gerês).
De qualquer forma as cobra, e as víboras, são inofensivas, só mordem se forem atacadas (tipo um matulão, como eu, atirar-se em voo para cima delas para as agarrar) e não devem ter medo delas!
De todas as cobra que já apanhei vivas (Cobra de água de colar, Cobra de água viperina, Cobra de escada e Cobra de ferradura) a víbora foi a única que me tentou morder.
De tudo o que mais me stressou foi ter perdido o meu chapéu de Zootecnia de Pirassununga, que voltei a recuperar!! LOL
Uma fauna mais apreciada que eu também vi foram os esquilos! Mas esses nem fotografia consegui tirar!

Sexta, 21 Setembro 2007


Jardim Zoológico

Um dos meus programas de férias era ir ao Jardim Zoológico de Lisboa. Já tinha pensado nisso várias vezes mas nunca tínha concretizado. Ora da última vez que eu lá tinha ido ainda se estava a planear o novo espaço para os grandes primatas! (‘Ós anos!!)
Fiquei muito surpreendido pela positiva, não só encontrei um novo espaço dos primatas como um espaço para os tigres completamente alterado e com instalações modernas, dignas e atractivas, respeitando o público e o bem estar dos animais. Adorei.
Andei a tirar literalmente centenas de fotografias. E vivam as máquinas digitais, fiquei com umas 150 fotos mais cerca de 120 que se desformataram e foram para o lixo.
O espectáculo das aves em voo livre também me pareceu muito giro e bem preparado.
De recordação trouxemos uma foto dum “beijo do leão marinho.
Para saberem como é peçam a alguém que vos encoste, sem muita delicadeza, um paté de sardinha à vossa cara. A sensação e o cheiro são semelhantes.

Quarta, 19 Setembro 2007


Queer Lisboa 11

Eu e o Pedro comemoramos a entrada em férias com a ida a Lisboa à inauguração do “Queer Lisboa 11”, o Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que foi de 14 a 22 de Setembro. Mais uma vez tenho de dar os parabéns à organização por conseguir todos os anos manter o festival de pé, com filmes diferentes, muitas longas metragens, curtas metragens, documentários, festas e debates. Este ano não consegui achar um filme assim espectacular que aconselhasse a todos a ir ver, porque também não fui a muitas sessões, mas houve uma curtas bastante giras.

Sexta, 14 Setembro, 2007


Fim de tarde na praia

Eis um fim de tarde perfeito. Eu, que não estou na foto, o meu amor e os nossos cães, Labradores, NIK e Chiquelo.

Sexta, 24 Agosto, 2007

 


Cobras II

O Sr. Eugénio conseguiu apanhar uma cobra de escada (Elaphe scalaris) e chamou-me para a ver. Acabei por a recolher durante uns dias (na verdade escapou-me) para a medir, pesar, tirar dados biométricos, etc.
Na fotografia ela está a tentar sufocar-me o braço e como defesa, lançou também uma carga de dejectos de odor pouco agradáveis.

Sexta, 22 Junho, 2007

 


Cobras

Sempre tive uma curiosidade zootecnica por cobras e há uns dias consegui estudar um pouco mais de uma cobra de água, Natrix natrix.
Depois de ter tido uma inquilina cobra de água viperina, Natrix maura, que decidiu fazer greve de fome e não comia nada, nem rãs nem peixes nem minhocas (já está de volta à natureza, não se aflijam os meus visitantes) consegui dar-me melhor com a pequena cobra de água de colar.
Digam-me lá, não é bonita?? :)

Segunda-feira, 07 Maio 2007

Ouriço Caixeiro

Os ouriços caixeiros são um animal espinhudo, mas isto não é uma observação lógica devido aos seus picos, é mais uma conclusão biológica.
Lembro-me que em pequeno apanhava os Ouriços caixeiros que estavam feridos por atropelamentos e tentava cura-los. Eu e o meu irmão desenvolvemos assim uma simpatia por estes animais que, apesar de espinhudos são "fofinhos" e tem um focinho meigo e simpático. Distribuem-se em todo o nosso país e aparecem frequentemente em jardins, mas infelizmente são muitas vezes atropelados. Descobri que são animais que podem correr mais ou menos depressa e são bons trepadores, mas os espinhos, que os protegem de animais maiores como cães e gatos, tornam-os vulneráveis a animais mais pequenos como as carraças.
Num dia destes, quando vinha para casa a pé vi um destes animais do meu imaginário infantil e ali fiquei um pouco com ele. Tive pena de não ter frontline na altura mas tinha a minha máquina fotográfica que deu para tirar umas fotos engraçadas.

Abril 2007


2006

10º aniversário do Clube Safo

Com apresentação das actas do encontro da homoparentalidade, declamação de poesia e jantar convívio.
Parabéns moças!


Segunda, 4 de Dezembro 2006


Catrina

As pombinhas da Catrina

«As pombinhas da Catrina
Andaram de mão em mão

Foram ter à Quinta Nova
Ao pombal de São João

Ao Pombal de São João
À quinta da Rosarinha

Minha mãe mandou-me à fonte
E eu parti a cantarinha»

Toda a gente se lembra desta música, de a cantar na escola ou mesmo para os filhos ou sobrinhos, mas poucos os da minha geração a viveram realmente! Eu tive uma meia vivência! De facto eu ia à fonte buscar água para a casa da minha avó, numa fonte de roda onde eu e o meu irmão aproveitávamos para brincar um pouco enquanto dávamos à manivela, ou à roda, para puxar a água. Já não usávamos era a cantarinha, era mesmo garrafões e canecos de água que transportávamos tudo, ladeira acima, num carrinho de mão.
No museu existe uma roda destas e há pessoas que ficam espantadas por eu saber como é que elas trabalhavam e de as ter utilizado
de facto.

Terça, 28 de Novembro, 2006


Cheias

As cheias perseguem-me, foi em Évora, agora aqui… Também, quem me manda comprar uma casa num largo que antigamente era um rio! A boca subterrânea do rio ficou tapada por detritos e o rio veio por onde sempre veio: por cima! As casas estão construídas a prever isso, mas o largo ficou um lamaçal!
A todos os que me telefonaram cá vai a foto de como ficou! Nada mal!
Ainda pensei em alugar metros quadrados para tratamentos com máscaras de lama, mas não arranjei clientes! Que não era lama cinzenta, que não estava atestada por nenhum guru da lama e tal, que tinha muitas canas… Que treta! As canas eram as espátulas, em estilo rústico, produzidas em agricultura biológica!

Sábado, 25 Novembro, 2006

 


Pulveriza e Enxofra

Na reestruturação de uma sala de exposição sobre a produção de vinho, necessitei de fazer os seguintes desenhos que acompanharam um texto semelhante a este:

«A vinha era frequentemente atacada por doenças como o míldeo, oídio ou a filoxera. A Pulveriza e a Enxofra eram formas de tratamentos químicos contra algumas destas pragas.
Na pulveriza era utilizado o uma pedra de sulfato de cobre, azul, diluída em água com cal (leite de cal) formando uma calda com que se aspergia a vinha com o pulverizador.
Na enxofra era utilizado enxofre, um pó amarelo, seco, que se espalhava com uma torpilha ou um enxofrador.»
Quarta-feira, 15 Novembro, 2006


Carpinteiro

Carpinteiro, do Toxofal de Cima, baseado numa foto e em peças de museu, fiz esta reconstituição. A bancada de carpinteiro tem uma descontinuidade de forma a se poderem mostrar os dois lados. O da esquerda com o torno e o da direita com a ripa de arrumação para formões e grosas.

Quarta-feira, 8 Novembro, 2006  


Almoço de Curso

Dia do Almoço de Curso.
O dia é um dos Sábados juntos ao 1º de Novembro em que eu e os meus colegas nos tentamos juntar. Este ano calhou-me a mim organizar e Mafra foi o local escolhido. Visitámos o palácio, almoçamos e depois fomos à aldeia do Sobreiro ver a Olaria. Para os resistentes ainda houve na Ericeira tábuas de queijos, orelha de porco e búzios.
Tive pena de o meu companheiro não poder ter ido, mas infelizmente não deu.
Novidade foi a apresentação do webbook de curso donde vem a minha caricatura.
Pessoal, agora aguardo a vossa contribuição.

Sábado, 4 Novembro, 2006


Esboços

Um dos meus passatempos, a que deveria dedicar-me mais, são os meus diários gráficos. Esboços ou desenhos para utilizar no museu estão lá presentes. A maioria das vezes saem borradas, mas, nalguns casos não ficam mal e são “publicáveis”, por isso agora vou passar a incluir neste meu blog alguns desses desenhos que vou fazendo. Espero que gostem.
Esta é a cozinha saloia do Museu da Lourinhã.

Segunda-feira, 30 Outubro 2006

Não me peças para fingir que não te conheço

Tenho trinta e dois anos.
Vivo numa pequena cidade,
tão pequena que na verdade
é só vila.

Sou gay.

Sou gay
e isto não sou só eu que o sei.
Sei-o eu, os amigos que são meus,
os meus pais, a família,
os meus colegas, os meus vizinhos,
as pessoas na rua
e talvez, quem sabe, os passarinhos.

Se esta forma de viver, de me expor, é correcta?
Não sei!
- Não é uma forma muito directa?
É! Sou gay!

É a forma que escolhi de viver em sociedade,
de estar bem comigo e na comunidade
de não ter de mentir sobre aquilo que já senti
e de não ter de diminuir o que pode ser mais,
muito mais,
do que uma simples amizade.

Portanto não me peças para fingir que não sou
o que ganhei com dignidade.

Portanto pensa bem quando te dirigires a mim!
Não me venhas com pedidos
se eu não poderia ser menos “assim assim”.
Se numa conversa de amigo, contigo
poderia ser menos para poderes falar comigo.

Se podia disfarçar o que sou
para que não se saiba com quem estou…

Não, não posso!

Querido, não me venhas com cenas.
Não passei o que passei
para chegar onde cheguei.
Não trilhei o que trilhei,
não assumi o que assumi
para agora me pedires
se eu um dia na rua te vir
fingir que não te conheci!

Os monstros que enfrentas também eu enfrentei,
os medos que tens também eu os tive
só que agora são exponenciados,
mas sabes que mais?
Injustificados!

Transformei a vergonha em dignidade,
transformei o medo em sexualidade,
o não ser em afirmação,
e as expectativas em mim depositadas
(por outros, não foram por mim criadas)
não se transformaram em desilusão
mas nas minhas armas da batalha
na vitória da minha aceitação.

Por isso não me peças para não ser o que sou
«I am what I am
And what I am needs no excuses»
Sou o que sou
e o que sou não precisa de justificação, desculpas…

Portanto, amor, quando me vires na rua
não me peças para fingir que não te conheço.

Não preciso que te assumas,
não é isso que eu te peço,
mas ao menos tem coragem,
e terás o meu apreço,
de admitires que me conheces.

Se pensas que ao te esconderes se vive,
mentira, sobrevives!
É como se vive-se só metade,
metade mentira, metade verdade!

Claro que há espinhos,
claro que há amargos,
mas não estavas à espera
que a vida fosse feita de caminhos
rectos, direitos e largos.

É o amargo e o ácido
que dão sabor à terra e ao sangue,
que corre nas nossas veias,
que sustenta os nossos passos.

Por isso, por favor, não me peças
ou finjas que não me conheças,
porque se não tens a coragem
de conseguires justificar
porque tens um amigo gay
para que é que eu preciso de ti, como amigo,
francamente,

não sei!

Nota: O poema “Não me peças para fingir que não te conheço” foi feito inspirado num rapaz em particular mas dedicado a muitos que tenho conhecido. Ao escreve-lo via passar à minha frente o rosto de alguns. Quase todos os “assumidos” já sentiram o pedido implícito de “se passarmos na rua finge que não me conheces” e sabemos como isso é … eu ia utilizar desagradável, mas acho que posso utilizar cruel!
Este poema foi também publicado no blog da Não Te Prives.

Sexta-feira, 2 Junho, 2006


Sultana

Sultana é um livro que relata episódios verídicos de uma princesa de sangue real da Arábia Saudita. O livro é lindo e chocante. Chocante pela opulência e imensa riqueza que um país pode ter, chocante pelo que as mulheres não são. As mulheres não são... nada, não são gente, não tem direitos, são obrigadas, mutiladas, violadas, violentadas, apedrejadas, emparedadas, e sei lá que mais.
Apercebi-me que existem uma série de livros que, não tendo nada a haver com a cena gay, tem tudo! Tem tudo porque falam de direitos humanos, de direitos das mulheres, da evolução da sociedade. Sultana ou Cisnes Selvagens são exemplos disso. Vale a pena ler. Se quisesse recomendar a alguém uns livros para começar a entrar no associativismo de minorias, estes seriam dois bons exemplos, que sendo romances nos transportam a uma realidade que nos parece tão distante e não o é.

Terça-feira, 30 Maio 2006


João Sério das Neves

De tanto acusarem injustamente as marchas gays de serem só folclore, eu decidi juntar-me a maioria e dar-lhes razão! Para isso construí um elemento bem típico Português: o gigantone.
Procurei alguém que me inspirasse e, como não encontrei, decidi dar asas à minha imaginação. Não baseado em ninguém esculpi a cabeça, mas o ser oca estava para além da escultura. Decidi então dar-lhe uma personalidade. Pareceu-me que “João Sério das Neves” seria uma personagem perfeitamente verosímil e assim nasceu esta vedeta do movimento gay Português!

Breve história do Professor Doutor
João Sério das Neves

João Sério das Neves é professor de gestão da Universidade da Ópio Dei.
Vindo de uma família que lhe incutiu uma educação séria e austera, achava os pais um pouco opressivos. A mãe era castradora e o pai nunca tocava nos filhos. Faziam sexo só para fins reprodutivos.
A fim de conhecer o amor ingressou num seminário, mas numa noite, foi apanhado numa sessão de masturbação conjunta que lhe valeu a expulsão imediata. Revoltado e indignado com a injustiça, pois quando era com os padres nunca havia problemas, transportou toda a frustração da (in)feliz experiência de adolescente para todos os comportamentos cuja Igreja lhe definia como pecaminosos e desviantes.
Inscreveu-se numa série de associações de apoio a famílias verdadeiramente normais e Cristãs e fundou ainda outras, como por exemplo aquela que dá apoio psicológico às mulheres que apanham sovas dos maridos. Assim podem aguentar mais submissas resolvendo-se o problema: estas deixam de se queixar.
Vendo que a sua popularidade como figura pública está a decair, e tentando arranjar amigos pois sente-se verdadeiramente só e infeliz, decidiu este ano aparecer no gay pride tentando desmistificar a sua fama de preconceituoso, homófobo e antipático.
No entanto, quando chegou ao Marques de Pombal e começou a ver homens a beijarem-se em plena via pública o seu coração não aguentou e perdeu a fala. Apresenta-se assim por escrito.

Sábado, 24 Junho, 2006

 


Poetas Como Cães II

Pela segunda vez vai existir uma noite de Poesia no recinto de festas da Praia da Areia Branca. Poetas como cães, voltamo-nos a juntar para declamar poesia, às vezes nossa, na maioria de poetas bem mais competentes que nós.
Na véspera do 25 de Abril a noite tem o sub tema de Liberdade.
Noites livres a quem se quiser juntar a nós e ler poesia, ouvir poesia, ou simplesmente passar um bom bocado.

Sexta-feira, 21 Abril 2006

Breakfast on Pluto

Breakfast on Pluto, "pequeno almoço em Plutão", é um filme que se passa entre a Irlanda e o Reino Unido, entre Católicos e Protestantes, entre um transsexual e o resto da comunidade. De uma beleza magnífica, com uma fotografia espetacular, este filme vai-nos contando a história de "Kitten", orfão sem ser orfão, homem sem ser homem, à procura da mãe. Contando as suas aventuras na primeira pessoa, qual diário, nunca perde o seu sentido de humor sem evitar, no entanto, de relatar as tragédias que o envolvem.
Muito bom e o actor principal faz um papel espetacular. Definitivamente a ver!

Segunda-feira, 17 Abril 2006

Travessa do Fala Só

Encontrei-me com ele
na outra tarde
onde, com aquele sorriso
facilmente me justificou
a procurarmos um cantinho
nas ruas da cidade.

Ele gostava de uma amiga minha
eu gostava do sorriso dele
ele falou-me do desgosto que tinha
eu…
preferi não lhe contar
o que preferia fazer com ele!

Subimos o Chiado
não andámos muito,
um bocado,
e sentámo-nos num degrau
de pedra gasta, polida:

Travessa do Fala Só.

Na Travessa do Fala Só
as paredes grafitadas
substituíram as outras
monocromaticamente pintadas

Aos cantos cresciam limos
castanhos
regados de mijos ali mijados
e cagalhões plantados
por homens já apertados

E porquê tal travessa?
tal (não muito, há que dizer) nauseabunda travessa?
Porque era aquela que nos dava mais liberdade
nos deixava mais à vontade.
Not very tipical
Porque we are not tipical

E porque tal travessa
tinha um degrau polido
(limpo)
num canto meio escondido
que parecia o cenário de uma peça.

E foi ali que falámos
enquanto eu fumava cigarrilha
e se enrolava dum saco
erva no meio de tabaco.

E falámos de música
de rock, de Élis Regina,
das namoradas que ele teve,
das mulheres que eu não tinha,
do Principezinho, do Papalagui,
do Fernão Capelo Gaivota,
do Velho que Lia Romances de Amor,
dos livros que ainda não li
dos contos do contos de Oscar Wild,
das virgulas do Saramago,
e a conversa foi-se desenrolando
enquanto se enrolava outro charro.

E depois…

Palavra puxa palavra
as conversas são como as cerejas
e na Travessa do Fala Só
eram servidas em bandejas

E não importa o local
mesmo no meio do emerdado
de poetas ou de cães
ali passámos um bom bocado.

O do sorriso teve de se ir
Tens o meu número? Eu tenho o teu. Depois mando-te uma mensagem!

Eu fui para o Metro
ele foi para a outra margem.

E assim ficou mais só
a Travessa do Fala Só
ficou de novo despovoada
cheia de merda no passeio
e mais beatas apagadas.

Quarta-feira, 12 Abril, 2006

Marisa Monte.

Uma amiga minha ofereceu-me o CD da Marisa Monte, com músicas espectaculares, nomeadamente “Meu Canário”, e “Três Letrinhas”! São lindas e agora não as paro de cantar! Pareço que engoli um gravador.
Segunda-feira, 03 Abril, 2006

Dia dos Namorados

Como eu detesto o dia dos namorados, acho que é uma das piores comemorações que pode haver! E escusam de dizer que é por eu não ter um, isso também não ajuda, é certo, mas quando tinha um também não gostava!! Se calhar é pouca sorte minha!
Para me passar a neura, porque na televisão só se falava nisso, fui para a praia... pior a emenda que o soneto, só casalinhos!
Bem ,fiz um desenho e foi o que me valeu!

Terça-feira, 14 Fevereiro 2006

«Assumir no Gaydar

Estas coisas de conhecer pessoas no gaydar, ou noutro qualquer canal virtual de ciber encontros, trazem sempre segredos. Aparecem nas características de assumpção dos profiles das pessoas as seguintes descrições: Assumido, “Sim” ou “Não”, e “Não se aplica”.

Eu fico sempre um pouco confuso com isto.

O “Não” é simples e linear. Ninguém sabe, ou se souberem é muito pouca gente, um ou dois amigos mais íntimos e talvez uma pessoa da família, se tanto. Podemos contar que iremos encontrar uma pessoa com os seus próprios medos – quem os não têm? – e é questão de nos adaptarmos a eles.

O Não Se Aplica é que me deixa confundido! Como é um Não se aplica? Se for alguém transsexual, em que seja evidente o género anterior a que pertencia, tudo bem, não se aplica pois a visualização da pessoa em si deixa perceber a sua diferença, agora, naqueles que se auto intitulam um homem masculino e depois põem um Não se aplica põe-me à nora.

O Assumido é, no entanto, o que menos desvenda. Uns dizem que para serem assumidos basta assumirem-se para si próprios. Noutros, só sabem um ou dois amigos. Outros “toda” a gente sabe, e nestes há aqueles que: a) “nós não apareçamos no trabalho porque lá não sabem”; os que: b) “toda a gente sabe mas a família não pode saber”; os que c) juntam os dois: nem a família nem os colegas sabem, no que eu me questiono quem é o toda a gente? - Algumas vezes descubro que são as pessoas que frequentam as mesmas discotecas gays!; E os que, me baralham ainda mais: d) porque tirando o toda a gente, quem não sabe é a namorada ou, nalguns casos, a mulher! Portanto, como se vê, cada um define a assumpção à sua própria imagem. Por fim há os que são assumidos, como eu, porque não escondem a sua vida privada e fazem esclarecimentos nas escolas sobre homossexualidade, dão entrevistas, vão às paradas, etc. Ora, para os primeiros, estes, muitas vezes, não são assumidos: são propagandistas incómodos, exibicionistas, presunçosos, que acham que é fácil assumir-se e que toda a gente deveria ser como eles.

Resumindo, quando leio esta característica fico sempre na mesma! Um não assumido pode ser mais assumido do que um assumido, e um não se aplica é um mistério da natureza que ainda terei de desvendar!»

Texto publicado no blog do aeminumqueer há algum tempo mas que decidi recuperar para aqui.
Segunda-feira, 13 Fevereiro, 2006


Valor Máximo Filatélico.

A navegar na internet dei com um valor máximo filatélico baseado num postal meu! No final, não é uma coisa que muita gente se possa orgulhar!
Claro, retirando o José Projecto, mas competir com ele não é coisa fácil. Para não se perderem é o autor do selo em questão!
E já agora, além das qualidades de artista tem outras que são o ser todo simpático, fazer parte do juri do CIID, ter uma pronuncia alentejana adorável e ter prometido um desenho para uma das minhas Fanzines, desenho esse que eu ainda não cobrei.
Sexta-feira, 10 Fevereiro, 2006  

2005

Claque gay

«Claque gay
Na semana passada, o estugarda reconheceu oficialmente a primeira claque homossexual organizada do clube. Chama-se Stuttgarter Junxx e nasceu no final do ano passado, inspirada na comédia Maenner Wie Wir (homens como nós), que conta a história de uma equipa de futebol com jogadores gays. Já se adivinha o fulgor dos 25 membros da claque a gritarem, a plenos pulmões, "Meira! Meira!"»
in "Sábado", nº 45, de 11 de Março de 2005

Pergunto eu: Quando teremos uma destas para um Benfica, Porto ou Sporting?

Sábado, Março 11, 2005

Outra campanha

Esta é outra campanha, já não me lembro é donde, de quem nem donde é que a tirei... Cabeça a minha!


Campanha eleitoral "Nos"

Mais uma campanha eleitoral de um partido da Galiza, "Nos", «sempre há umha primeira vez», em que focam a população homossexual, e heterossexual também. 2005


Campanha PSOE

Este é um autocolante duma campanha política eleitoral do PSOE de 2004.
Retirado dum poste em Toledo.
Note-se que mais que focar os diferentes tipos de relação, a campanha refere também a questão da homoparentalidade e do direito à paternidade.
Há que referir que o PSOE acabou por ganhar estas eleições com muitas promessas destinadas à população gay, incluindo os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Batman e Robin

Batman e Robin sempre fizeram parte do imaginário dos homossexuais.
A Abraço aproveitou isso e baseou parte duma campanha publicitária nestes dois heróis. Infelizmente não foram vistos muitos outdoors com cartazes destes.
Quem sabe se não foi timidez publicitária?

Notícia

««Corria o longínquo ano de 1953 quando a Câmara Municipal de Lisboa publicou a portaria nº 69.035, destinada a aumentar o policiamento em zonas então consideradas «quentes». Pela curiosidade do texto, Gente aqui o reproduz sem comentários.
«Verificando-se o aumento de actos atentatórios à moral e aos bons costumes, que dia a dia se vêm verificando nos logradouros públicos e jardins e, em especial, nas zonas florestais Montes Claros, Parque Silva Porto, Mata da Trafaria, Jardim Botânico, Tapada da Ajuda e outros, determina-se à Polícia e Guardas Florestais uma permanente vigilância sobre as pessoas que procurem frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e os bons costumes. Assim, e em aditamento aquela Postura nº 69.035, establece-se e determina-se que o artº 48º tenha o cumprimento seguinte: 1º - Mão na mão (2$50); 2º - Mão naquilo (15$00); 3º - Aquilo na mão (30$00); 4º - Aquilo naquilo (50$00); 5º - Aquilo atrás daquilo (100$00). Parágrafo único - Com a língua naquilo 150$00 de multa, preso e fotografado».»»

Chegou-me através da internet


Homens que me perseguem

No banco do largo central
Daquela pequena vila litoral
Espera-me aos fins de tarde
olhos de homens que me perseguem.

Vão ali para me verem
Para me admirarem
Para me condenarem
Para me desejarem

Nunca falei com eles,
Jamais.

Sei quem são
Sei donde são
Sei o que querem
Sei mais deles
Do que eles próprios sabem

Sei que me admiram
Sei que me condenam
Sei que me desejam

Sei que tem medo de mim
Medo do que eu represento
De como eu me apresento
De como eu ando na rua
De como sendo o que sou
A minha vida continua
Numa vida que acham não poder ser a sua

Sei que tem medo de mim
Medo de que fale com eles
Se as pessoas sabem o que sou
E se pensam que eles são
Então decerto que aquele que comigo falou
Há-de ser tanto como eu sou
Um homem de perdição.

Sei que me admiram
Pela minha assunção
Represento para tantos homens
Aquilo que nunca serão!

Sei que me desejam
Que fale com eles
Que lhes toque
Na privacidade do banco de trás de um carro
Na escuridão de um quarto alugado.

Mas nunca falei com eles,
Jamais.

Sei quem são
Sei donde são
Sei o que querem
Sei mais deles
Do que eles próprios sabem

Sei que se com eles falasse
Tudo negariam em exaltação
- Que era importante que o povo soubesse
Quem começou com a conversação:
Eu!

Por isso nem adianta conversar!

Os olhos dos homens que me perseguem
São os mesmos que se masturbam culpabilizados
Se deitam ao lado da mulher
Depois dos miúdos já estarem deitados.

Quinta-feira, Maio 12, 2005


Sete Palmos de Terra, again....
Voltou a dar os Sete Palmos de Terra (Six Feet Under)!
Alvisseras, alvisseras....

(Comentário consumista de pequeno gay burguês)
Segunda-feira, Maio 02, 2005

Jardins do Parque das Nações

Ontem, finalmente, tive a oportunidade de ir passear com a minha mãe aos jardins do Parque das Nações. Era um passeio que há muito lhe havia prometido.
É interessante ver que é das partes menos aproveitadas da antiga expo.
Já repararam que há canteiros de tomilho, sebes de loureiro, canas de açucar, e outras coisas que usamos no dia a dia e, se calhar, 80% dos alfacinhas que por lá passam nem sabem o que aquilo é!

Recomenda-se um passeio mais atento.
Quinta-feira, Abril 21, 2005

Botão On/Off

Quando a chuva cai...
E temos aquele livro magnífico que nos aprisiona e andamos a devorar...
Já viram como é bom os televisores terem um botão On/Off!
A sério, as televisões podem desligar-se!
Experimentem, até parece que o botão Off da televisão é o On do nosso cérebro!

Segunda-feira, Março 28, 2005


E vivam as bruxas!

Algumas vezes ponho-me a pensar que, se a inquisição ainda andasse por aqui, quase 90% dos meus amigos da Praia, e eu, já seríamos carvão de churrasco!
Nem é preciso falar de homossexualidades!
Basta vermos os que não são muito adeptos da Igreja Católica Apostólica Romana, e os que não são nada adeptos!
Os que veem luas e fases da lua, cerimónias de purificação de espaços com incensos e mantras. Os Yogas e os Tai-chis.
Uns e outros por outros motivos mais supérfulos e eramos todos brasas da mesma fogueira!

Quinta-feira, Março 24, 2005


As cobras não tem ossos!!!!

Das palermices que oiço no museu, esta é uma das mais comuns: As cobras não tem ossos!
Por isso são umas minhocas gigantes! Certo?!
Aos que ainda não atingiram:
As cobras são "perigosas" por quê?
Porque são venenosas, certo?
E inoculam-nos o veneno com quê?
Dentes! E os dentes não são uma espécie de ossos?
Mesmo que digam que não: Os dentes estão na boca, mas seguros a quê?
Aos maxilares, que fazem parte do crânio, que são ossos!
Crânio que "habitualmente" está no topo de uma coluna vertebral, que até costuma ter costelas!
Que são ossos!
As cobras tem ossos ou não?

Quinta-feira, Março 17, 2005

Incompetência de pontualidade...

Todos nós nos lembramos dos dez minutos de tolerânia na Secundária. Eram aqueles dez minutos que tinhamos, que se chegássemos depois era certo e sabido que teríamos falta, ou que se os "stores" chegassem depois era sabido que não tinham alunos à espera deles.
Que aconteceu a essa nossa capacidade de gerir tempo? Será que quando crescemos em tamanho, crescemos também em incompetência de chegar a horas?
Isto porque numa Assembleia Geral, onde sou vice-presidente, e há aquela regra do "se à hora marcada não se encontrarem pelo menos metade dos sócios, a Assembleia Geral começará meia hora depois com qualquer número de associados presentes", passada a meia hora continuava SÓ eu na Assembleia! Nem sequer ninguém da Direcção, porque já estão a fazer conta com a meia hora! Se conseguir alterar os estatutos, passo a dez minutos de tolerância como na Secundária. Afinal de contas não haveremos de ter evoluido de Cavalo para Burros!

Segunda-feira, Março 14, 2005

Atocha

Atocha há-de marcar sempre as minhas recordações. A primeira vez que fui a Madrid foi num comboio vagão que parou em Atocha. Quando lá cheguei pensei que me tinha enganado e tinha entrado na Estufa Fria Madrilhena. É também de Atocha que parte a rua onde moram os meus amigos Óscar e Joaquin. É junto a Atocha que está o Museu Rainha Sofia onde se encontram quadros de Miro, Dali, Picasso, etc, entre os quais o Guernica.

Atocha foi o local do atentado de há um ano atrás. Passado um mês estava outra vez em Madrid e vi as velas acesas, os desenhos colados nas paredes e muros, as flores espalhadas nos cantos dos passeios…

Sexta-feira, Março 11, 2005

Sete Palmos de Terra

Voltou a dar o Sete Palmos de Terra!
Segundas feiras voltaram a ser um dos dias de melhor programação televisiva... dos que só tem 4 canais, claro!

Terça-feira, Janeiro 25, 2005


Ontem à noite...

1.
Estaria a ver bem? O Joaquim Almeida na terceira série 24? É bom vermos actores nossos a darem cartas em séries que se prevêem vir a ser de culto.
2.
Vi depois um filme com o Rupert Everett: “Quem matou o nosso amante?”. Era mesmo o género de comédia que me apetecia ver: muito light, gay e divertido. É bom termos um actor assumidamente gay que faça alguns papeis de gays sem os transformar em paródias à homossexualidade. Só é pena é só haver um! …que se preste a estes papeis, porque gays no cinema…
3.
O Bush vai tomar posse! Deus nos acuda ....

Quinta-feira, Janeiro 20, 2005


Site de fotografias espetacular!

Hoje dou uma sugestão de visita fotográfica num site que eu descobri! É maravilhoso, tanto para Zootecnicos como não!
Vão a:
http://www.yannarthusbertrand.com/yann2/index.php
e apreciem as colecções de fotos!

Terça-feira, Janeiro 18, 2005


Futebol e eu...

Hoje recebi uma prenda que era um calendário do David Beckham! Ora quem me ofereceu o calendário foi um casal amigo que eu considero que me conhecem bastante bem, e principalmente ele, que andou comigo desde a escola primária e sabe como eu tenho uma aversão pelo futebol! Não percebi até abrir o calendário e ver o Beckham a posar em trono nú!

Ah, de repente faz sentido, e no final já nem desgosto assim tanto de futebol!...

Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

 


Fanzine 26

Ontem à noite voltei à carga com uma nova fanzine. Não me interessou ver nada na televisão e preferi passar a noite com recortes, scanners, e colagens a preparar mais uma fanzine. Foi então que me apercebi quão parecido é uma fanzine a um blog!
Outra das coisas que me dá prazer em noites como as de ontem é a capacidade que tenho de desligar a televisão! Sabe que também tem um botão ON/OFF mesmo durante o horário nobre!
'Jocas

Quinta-feira, Janeiro 06, 2005


Silêncios por outros

E foram-se os três minutos de silêncio pelas vítimas do tsunami...
Mas estes minutos de silêncio pareceram-me muito menos participados e sentidos do que aqueles que se fizeram por Timor.
Quando foi o caso de Timor o silêncio foi um grito de revolta por algo que sentíamos que poderíamos mudar, agora é o silêncio por algo em que nos sentimos impotentes.
Os mortos estão mortos e o silêncio não vai mudar a opinião pública.

Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

Fantasma da Ópera – O filme

No outro dia fui ver o filme do Fantasma da Ópera. É um musical baseado na ópera homónima de Andrew Loyd Webber, que por sua vez foi baseada no romance homónimo de Gaston Leroux. Para mim, que já li o livro, assisti à ópera, oiço os CDs tantas vezes que conheço de cor todas as músicas, e sabia, inclusive, dos abaixo assinados para a não realização do filme, digamos que estava mais que expectante ao resultado do filme.
Conseguindo conjugar elementos da ópera com informações adicionais do livro, revisitaram o esquema do musical e o resultado foi muito agradável. É um muito bom filme para uma sala de cinema, em termos de DVD só valerá a pena se houver um sistema de som que permita um volume bastante elevado, por isso aconselho mesmo a ida ao cinema. Achei a adaptação muito boa e havia vezes que ficava com pele de galinha. Mas é claro que nem pensem que ver o filme dispensa alguém de ir à ópera, - o livro não achei nada de especial em termos literários – além disso uma ópera é sempre uma ópera!

Monday, January 03, 2005


2004


Mesa eleitoral

Vai haver 3 actos eleitorais já em 2005 e eesta é uma oportunidade para termos uma aula prática de cidadania e de funcionamento democratico. Já fiz uma vez parte de uma mesa eleitoral, dumas autárquicas e, apesar de achar a experiência um pouco cansativa e entediante (eleições pouco concorridas) achei-a muito enriquecedora.
Estas eleições prometem ser mais participadas, ou não estivessemos nós em crise política, por isso aconselho: Se és jovem, tens mais de 18 anos, não fazes parte de nenhuma lista eleitoral e interessas-te por cidadania, experimenta fazeres parte duma mesa de voto! P.S.: Não me responsabilizo se não aprenderem nada com isso!
'Jocas

09 de Dezembro, 2004


Novo pecado original...

Ontem fiquei a saber que desde há 150 anos considera-se também um dogma da fé Católica Apostólica Romana que a Virgem Maria era uma virgem ao quadrado, isto é: também ela foi concebida sem o pecado original! E é aqui o dogma da fé!
Ok! Que Jesus possa ter sido criado sem o tal pecado original, já levanta algumas suspeitas, agora que a mãe também o tenha sido... É preciso pachorra... isto não é congénito nem genético!
Numa altura em que a Religião deve, cada vez mais, aliar-se à ciência, inventa-se nova patacoadas destas!
Haja fé para tanta coisa!
'Jocas

Thursday, December 09, 2004


Esses bichos que comemos…

Normalmente o cuidado que temos com os produtos animais que consumimos, como a carne, ovos, leite ou mel, começam nos escaparates do supermercado e acabam no prato. Confiamos o processo que decorreu até à compra do nosso produto a alguém que tenha o trabalho de se preocupar até lá. E bem precisamos de confiar, que a nossa capacidade de nos preocuparmos com as coisas que nos rodeiam é finita e tende para diminuir! Na maioria dos casos a escolha corre bem e nunca dedicamos mais de um nanosegundo ao problema, mas volta e meia alguém se preocupou por nós e aí começa o zelo consumista: são os nitrofuranos nas aves, a BSE das vacas, os metais pesados no mel, ou os antibióticos no leite. E depois de provocarmos uma verdadeira crise no sector de produção dos animais em questão, passam-se uns tempos e volta-se à normalidade, ou seja, à despreocupação rotineira. Volto a referir que esta despreocupação não é necessariamente errada, no final confiamos que os produtos hão-de ter passado por uma vigilância de um técnico, e o mantermo-nos vivos, mais ou menos saudáveis, e com uma esperança média de vida a aumentar, é prova de que o sistema vai funcionando.
Depois, no consumo de carne, há outra evidência de que nós raramente pensamos: é que não comemos carne viva, temos de abater os animais, mata-los para comer. Só a ideia repugna a muitas, mas se não nos tornarmos vegetarianas, algo que não defendo, uma morte há-de ter que ocorrer para o bife chegar ao prato. Aqui é que maior parte de nós não quer saber. Gostamos de ver a vaquinha no pasto e o bife no prato. Não ligamos estes dois acontecimentos e rapidamente arrependemo-nos da ideia de nos lembrarmos de perguntar como é que isto ocorre. Costumo dizer que a primeira pessoa que invente a morte 101% indolor há-de receber o prémio Nobel da paz, física e química num só ano! Não há mortes fáceis, mas há as “cirúrgicas”, e são essas a maioria que consumimos.
Resumindo: tudo isto exige uma certa entrega de confiança às pessoas que zelam pela produção de produtos de origem animal, os agricultores, pastores, zootécnicos ou veterinários, e assim tem de ser se não quisermos dar em doidas com tantas coisas com que nos preocuparmos. Mas o não nos preocuparmos não quer dizer não dediquemos uns minutos a pensarmos nisto e não tenhamos respeito por esses bichos que comemos.

Texto publicado na Zona Livre nº 44, de Novembro de 2004

Friday, December 17, 2004


Feed-back duma visita de estudo

Num dia destes fiz uma visita guiado ao campo à Escola Secundária Emídio Navarro de Almada. Muitas vezes acabo por não ter feed-back da visita, mas neste caso fui depois convidado para ir ver uma exposição, que os alunos fizeram na escola, sobre a sua visita à Lourinhã. Senti-me verdadeiramente recompensado! Os alunos trabalharam ideias de uma forma original e tão incríveis. Com tão pouco montaram toda uma exposição sobre dinossauros com jogos de glória, fotossauros, ecrãs de powerpoint, palestras, oficinas de moldes, estendal crono-geológico! Espantoso.
Tenho que referir que eram alunos do 10º, na maioria com 14/15 anos!

Friday, December 17, 2004


A Cabra, ou quem é Silvia

No outro dia fui ver a peça de teatro na Comuna: "A Cabra, ou quem é Silvia". Achei delirante e absolutamente delicioso. A história é sobre um homem que se apaixona por uma cabra em que o autor consegue por as pessoas a pensar sobre a normalidade do amor.
O tema de sexo com animais permanece, contudo, algo longe, e no entanto penso se este não será mais comum no mundo rural de que o sexo entre pessoas do mesmo sexo.

Monday, December 27, 2004