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![]() Sem Medos nº9, Maio 2001
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Lembro-me
com alguma clareza da primeira vez que ouvi falar do GTH. Ainda não
tinha saído do armário e lia, meio às escondidas
dos meus pais, numa reportagem a notícia do recém formado
GTH. Na fotografia estavam dois homens a beijarem-se e eu sentia um meio
de inveja e respeito por eles. “Um dia quando for grande...” O
GTH estará sempre conotado a uma forma de luta política
pelos direitos LGBT. Ao GTH está associado a preferência
de fazer as coisas de uma forma mais “revolucionária”
e menos ortodoxa, preferência essa que lhe granjeia algumas antipatias
dentro do próprio movimento LGBT. No final de contas o movimento
LGBT presume-se, e é, um movimento apartidário, mas nem
por isso necessariamente apolítico, e que melhor forma de se obter
conquistas políticas do que ter um grupo de trabalho LGBT no seio
de um partido político com assento parlamentar. Daqui só
é pena não existir algo de homólogo no partido que
está à frente do governo, seja ele qual for a sua cor. Em meu nome pessoal
e em nome do Grupo Oeste Gay que represento: parabéns GTH ! |
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Nota:
O
"Sem Medos" era o boletim do extinto (convertido) Grupo de Trabalho
Homossexual do PSR. O GTH foi a colectividade que durou mais tempo e pela
celebração do seu 10º aniversário convidaram-me
a escrever algo. O texto é a resposta a esse pedido. |
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![]() Korpus nº 14, Abril 2001
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Um
dos desafios de quem anda nisto dum “activismo” gay, de dar
a cara, entrevistas aos media, debates de esclarecimento ou simplesmente
informações às curiosidades e ignorâncias d@s
amig@s, é a forma de como nos exprimimos. |
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Nota:
A
Korpus é uma revista destinada a um publico alvo homossexual. Este
artigo, apesar de antigo, ainda tem uma actualidade inquietante. |
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![]() Fanzine nº 9, Primavera 2002
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Não defendo a interrupção voluntária da gravidez
como solução ou como método contraceptivo pós
concepção. A criminalização do aborto leva
a que muitas mulheres procurem formas pouco adequadas e nada seguras para
provocarem a interrupção da gravidez, causando muitas vezes
traumas graves à mulher e mutilações internas que
podem ficar para a vida chegando, nalguns casos, a provocar infertilidade
permanente ou, em casos extremos, provocando a morte da mulher. A despenalização
do aborto levará as mulheres a procurarem apoio especializado e
competente para o provocarem, e a que sejam medicamente e socialmente
assistidas a partir daí.
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Nota:
O
manifesto já antes havia sido utilizado para uma tomada de posição
pública sobre o aborto. |
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| Magazine Domingo do Correio da Manhã nº 8498, 25 Agosto 2002 |
Texto: Sofia Rato |
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Cosmopolita nº 124, Agosto 2002
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Fico
perdido a olhar para o tecto do quarto a pensar porque será que
nós, gays, preferimos os homens? Ficou-me essa questão para
digerir e pensar, ruminar sobre o tema. Confesso que é mais difícil
do que parece dar uma resposta a algo que poderia parecer tão simples.
Bem, porque é que eu prefiro homens às mulheres? Por falta
de ter experimentado o sexo feminino não foi, já estive
com mais mulheres do que maior parte dos meus amigos “hetero”!
Dando a volta à questão: Porque é que maior parte
dos homens preferem as mulheres? Pensando bem também não
há resposta científica a isso, e quando levei a questão
a casais hetero meus amigos deram aquela resposta que não admite
réplicas nem dúvidas: «Porque sim!» Quase sempre, o querer saber a razão dos gays gostarem de homens leva à questão da existência dos gays ou das diferentes orientações sexuais. Já agora, caras leitoras, é esta a designação correcta: não são opções mas sim orientações. Opção é eu poder levar uma vida heterossexual apesar de me sentir atraído por homens! Continuando: mais uma vez na questão do motivo da existência de diferentes orientações sexuais as respostas estão longe de serem consensuais, únicas e aceites. Uns dizem que é genético, outros dizem que é social, outros educacional, outros ocasional, a existência duma “mãe castradora”, a não existência da mãe, o tamanho dum lóbulo da hipófise, a falta de um modelo masculino, a falta de convívio com raparigas durante a infância, ou então a convivência obsessiva com raparigas durante a infância! Até já ouvi que a explicação básica para tudo isto resume-se em para que lado está a curvatura do pénis! Como vêem as tentativas de resposta à existência de diferentes... diferentes quê? Diferentes orientações sexuais (muito bem) são tão variadas, díspares e antagónicas que é impossível dar a “resposta solução”. Portanto, caras leitoras, o meu conselho é: se tiverem um amigo gay, uma colega lésbica, um filho, um pai, um irmão, ou quem sabe um marido homossexual, não percam tempo a tentar entender porque é que ele se sente atraído por pessoas do mesmo sexo. Percam antes tempo a demonstrarem-lhe que gostam dele/dela e que apesar da sua diferente orientação sexual vocês tem força para superar o preconceito e encontrar nele ou nela o ser humano maravilhoso/a que ele/ela é! |
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Nota:
O
artigo da Cosmopolita não é uma entrevista mas uma crónica.
Foi-me pedido um texto com 2800 caracteres para a Cosmopólita e
eu, que nunca tinha escrito nada para uma revista feminina, muito menos
um quase artigo de opinião com direito a destaque, disse logo que
sim!... :) |
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No passado dia 27 de Agosto, Simão Mateus foi recusado como dador de sangue, no serviço de imunohemoterapia do hospital de São José, em Lisboa, unicamente devido à sua homossexualidade. Durante a entrevista prévia, o médico fez-lhe as «questões habituais sobre comportamentos sexuais» e, depois, «perguntou-me se eu tinha tido relações homossexuais, algo que nunca me haviam perguntado directamente durante as dádivas de sangue que fiz antes. Respondi que sim, com o mesmo parceiro, há já três anos e sempre com utilização de preservativo. Aí, perante a perplexidade do médico, e minha própria!, fui imediatamente recusado.» No seguimento da conversa, Simão Mateus inquiriu se «mesmo com o mesmo parceiro durante três anos, utilizando sempre preservativo nas relações anais, seria recusado como dador. Disse-me que sim devido à flora intestinal que existe no cólon e que pode vir a dar infecções. Questionei-o, então, se perguntava aos dadores heterossexuais se faziam sexo anal; respondeu-me negativamente, que nunca lhes colocava essa questão». Quando o médico alegou o facto de seguir «normas internacionais» (completamente obsoletas!), Simão Mateus ainda indagou se, caso «essas normas internacionais» não existissem, o aceitaria como dador; o médico afirmou que «ainda assim, não me aceitaria como dador». Sentindo-se descriminado com base na sua orientação sexual, Simão Mateus pediu o Livro de Reclamações, o famoso «livro amarelo», onde registou a sua queixa. |
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Nota:
Caixa de texto do artigo “Gota
a gota perdemos vidas”, publicado na Korpus nº 23, de Setembro
de 2004. Artigo: Isidro Sousa |
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24 Horas nº 2602 de 2 de Julho de 2005
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Texto: Paula Freitas Ferreira |
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